Conheça os direitos e deveres dos companheiros, os regimes de bens, e como formalizar a união estável de forma segura.
Iguais ao do casamento.
Assistência e lealdade.
Formalização recomendada.
Guia Completo sobre a Proteção Jurídica da União Estável
A união estável é reconhecida pela legislação brasileira como entidade familiar formada pela convivência pública, contínua, duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
O reconhecimento da união estável independe de prazo mínimo de convivência ou da existência de filhos, sendo necessária a demonstração dos elementos que caracterizam a vida em comum.
A Constituição Federal e o Código Civil garantem proteção jurídica aos companheiros, assegurando diversos direitos patrimoniais e pessoais.
Uma vez configurada a união estável, os companheiros passam a possuir direitos semelhantes aos do casamento em diversos aspectos.
Entre os principais direitos estão:
A convivência em união estável gera deveres recíprocos semelhantes aos existentes no casamento.
Entre eles destacam-se:
O descumprimento desses deveres pode gerar repercussões jurídicas em determinadas situações.
Na ausência de contrato escrito dispondo de forma diferente, aplica-se automaticamente o regime da comunhão parcial de bens.
Nesse regime:
A análise concreta pode variar conforme as circunstâncias e as provas produzidas.
A formalização pode ocorrer por meio de escritura pública lavrada em cartório.
Nesse documento, os companheiros podem:
Embora a escritura pública não seja requisito para a existência da união estável, ela contribui significativamente para a segurança jurídica das partes.
Quando não há formalização prévia ou existe controvérsia entre os envolvidos, a união estável pode ser reconhecida judicialmente.
Nesses casos, poderão ser utilizadas diversas provas, como:
A análise do conjunto probatório permitirá ao juiz verificar a existência dos requisitos legais da união estável.
A união estável é uma forma legítima de constituição familiar amplamente protegida pelo ordenamento jurídico brasileiro. O conhecimento dos direitos e deveres dos companheiros é fundamental para garantir segurança jurídica, prevenir conflitos e assegurar a adequada proteção patrimonial e familiar dos envolvidos.
